A melhor coisa que a gente pode trazer numa mala de viagem é a saudade. Engraçado, porque, na maioria das vezes, ninguém gosta de sentir saudades. Mas é aí que está: se pelo menos a lembrança do cheirinho da padaria da rua onde você se hospedou te dá um aperto no peito, sinal de que a aventura valeu a pena.
Não sei se sou deslumbrada, mas de todas as viagens, curtas ou longas, trago uma saudadezinha de suvenir. E fico pensando se algum dia terei uma maior. Desta última, ao Rio de Janeiro e a Buenos Aires, colecionei um montão. Tantas que me deu vontade de criar este pobre blog só para botar para fora toda a alegria que essa saudade evoca.
Do Rio, sinto falta da areia da praia. Quente que só a gota, mas bastava forrar a canga e pedir uma água de coco que os pezinhos nem reclamavam mais.
De Buenos Aires, não posso esquecer as pessoas. Tantas figuras, e tão diferentes. Faziam uma noite trancada no albergue virar uma balada daquelas de terminar de manhã... E sem elas minha primeira experiência de sair sozinha por aí com a mochila nas costas não teria sido nem 1/4 do que maravilhosamente foi.
Quero falar de todas essas saudadezinhas até não sei quando. E não só dessa última viagem. Mas de todas as outras, até as que eu dou até a Cidade Alta de Olinda (minha cidade querida) uns domingos sim e outros também. Bem, a periodicidade não arrisco dizer, vamos ver como me saio...
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